MUTIRÃO DA CIDADANIA MOBILIZA A CIDADE DE ICAPUÍ

 Carlos Alberto (presidente da ARATU), Jerônimo Reis (prefeito de Icapuí), 
Estênio Freitas (Enfermeiro)

Hoje foi dia de mobilização e exercício da cidadania. A cidade de Icapuí realizou neste sábado 17 de dezembro, o MUTIRÃO DA CIDADANIA. A iniciativa da Prefeitura Municipal de Icapuí contou com a participação de populares e ONGs, associação, grupos organizados etc.
Várias equipes de dividiram por regiões e comunidades de Icapuí. A ARATU fez parte da equipe que foi deslocada para as comunidades de Barrinha, Requenguela e Barra Grande. Fizeram parte da equipe a Secretaria de Desenvolvimento de Meio Ambiente, Fundação Brasil Cidadão e a Associação ARATU de Proteção aos Ecossistemas Costeiros.
Vários entulhos, lixo de uma maneira geral, troncos de árvores, podas, foram recolhidos e colocados em caminhões, caçambas, tratores e encaminhados ao galpão próximo ao aterro sanitário.
Confira alguns registros da equipe que esteve no requenguela:













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ACIDADEICAPUI - OCUPAÇÃO DE ESTUÁRIO PREJUDICA CONSERVAÇÃO DO PEIXE-BOI MARINHO


Celso Calheiros
16 de Dezembro de 2011 


Reforço na prontidão da Aquasis, que integra a Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Nordeste (Remane). Foto: Acervo Aquasis


A temporada de encalhes dos peixes-boi marinhos (Trichechus manatus), este ano, começou mais cedo. O primeiro filhote a ser retirado da praia foi em setembro, semanas antes de outubro, mês clássico para essas ocorrências. O aumento no número de encalhes põe à mostra novos problemas dessa espécie criticamente ameaçada no Brasil (de acordo com a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção) e no mundo (na lista vermelha do IUCN). As dificuldades para a manutenção desses mamíferos aquáticos na região tem relação direta com a ocupação do litoral ou das terras próximas ao litoral.

A aprovação do novo Código Florestal, que abriu exceção à ocupação até agora ilegal de mangues por atividades como a carcinicultura, pode tornar ainda pior a situação destes mamíferos.


Isso não quer dizer que os conservacionistas jogaram a toalha – muito pelo contrário, novas ideias e ações estão sendo colocadas em prática para multiplicar essa população
estimada em 423 indivíduos.

A faixa de litoral leste do Ceará e o noroeste do Rio Grande do Norte é a região com maior número de encalhes no país, de acordo com a Ana Carolina Meirelles, coordenadora do Programa de Mamíferos Marinhos e do Projeto Manati da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis). Essa classificação chegou depois que seis estuários da região e suas formações de mangue passaram a receber projetos de salinas e de criação de camarões. “Essa região é parte do semiárido nordestino, onde os rios são intermitentes, os manguezais são pequenos e os impactos ambientais têm grandes consequências”, analisa.




Ocupação do berçário dos peixes-boi

Projetos de salinas, como em Barra Grande, na praia de Icapuí, se tornaram comuns no litoral potiguar e cearense. Foto: Acervo Aquasis


A utilização dos seis rios da região, antes usados como maternidade e berçário de peixe-bois (entre outros animais), foi comprovada em pesquisa de campo feita pela Aquasis em parceria com o Projeto Cetáceos da Costa Branca (PCCB) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em 2008 e 2009.

Com as áreas para parto e cuidados natais interditadas pela ação do homem, esses mamíferos marinhos tiveram que recorrer ao litoral. “Sem acesso aos rios, as fêmeas dão à luz em locais inapropriados”, detalha Ana Carolina, e lembra que a região não tem formação de baías costeiras. As praias ocorrem em mar aberto, com correnteza forte, grande quantidade de ondas. O resultado é a maior quantidade de encalhes de filhotes, que se desgarram da mãe.


Como forma de atenuar o risco de morte, pelo encalhe, desde 2001 existe a Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Nordeste (Remane). “Se o encalhe for no Ceará, a Aquasis resgata, se for no litoral potiguar, o resgate é feito pelo PCCB”, explica. A Remane consegue até evitar mortes, mas nem tudo está resolvido.


Uma vez retirado da areia, o filhote é levado para o Centro de Reabilitação de Mamíferos Marinhos, que a Aquasi possui na unidade do Sesc Iparana, em Caucaia, Ceará. Os filhotes passam por bateria de exames, sob cuidados de veterinário especializado, que aplica todos os cuidados, relata Ana Carolina. Quando o animal se encontra com mais saúde, ele é transferido para o
Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), unidade do ICMBio em Itamaracá, Região Metropolitana do Recife. A viagem é feita em avião executivo.

Cuidados no cativeiro

Filhotes do Ceará e do Rio Grande do Norte resgatados são examinados, tratados, alimentados e, quando ficam saudáveis, são transferidos para Pernambuco. Foto: Acervo Aquasis


O animal está salvo, em princípio, viverá em cativeiro por cerca de dois anos, onde poderá ser alimentado em mamadeira especial. Ao crescer e atingir perto de 200kg será levado para uma das duas unidades do CMA (em Porto de Pedras, Alagoas, ou em Mamanguape, Paraíba), em um ambiente de transição para enfim ser colocado de volta à natureza. A viagem de cerca de 100km é feita na madrugada e requer uma grande operação.


Essa transferência geográfica, de animais encalhados no litoral potiguar ou cearense, para o litoral alagoano, tem seu efeito colateral, analisa Ana Carolina. A população de peixes-boi desta faixa do litoral brasileiro fornece seus filhotes, que não contribuem para a renovação da sua comunidade. “Isso é preocupante para populações pequenas como essa e pode levá-la rapidamente a extinção”, alerta a bióloga da Aquasis.


Uma faixa de litoral sem peixe-boi representaria a perda de habitat, um trecho de descontinuidade da presença do animal. Ocorrências como essa já foram apontadas em pesquisa de Régis Pinto de Lima no departamento de Oceanografia Biológica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os espaços que separam as populações de peixe-boi no Brasil são classificados como outro grave desafio a ser enfrentado pelos especialistas, aponta João Carlos Gomes Borges, da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). “Somente com mais trocas entre pesquisadores e instituições, novos financiamentos para estudos, poderemos tratar esse tema”, defende.


O trabalho de Régis de Lima aponta dois trechos sem peixe-boi na faixa de litoral de Alagoas até o Amapá. O primeiro é entre a Barra de Camaragibe, em Alagoas e Recife (cerca de 200 quilômetros) e a segunda descontinuidade tem seu limite sul em Iguape e vai até Jericoacoara (aproximadamente 300 quilômetros), ambas cidades cearenses.
A transferência de indivíduos de uma área geográfica para outra e sua convivência em cativeiro pode possibilitar o hibridismo genético, adverte Denise Castro, da FMA. “O hibridismo”, afirma a bióloga, “pode inviabilizar a devolução do animal ao ambiente natural”.

Além do mais, a outra área de reintrodução de animais, no estuário do Rio Tatuamunha, em Mamanguape, Paraíba, foi alvo de um
estudo feito por Daine Anzolin que verificou a presença de metais pesados, que chegaram, supostamente, no leito do rio, que passa por várias plantações de cana-de-açúcar alvo de agrotóxicos. “Se tornou perigoso levar animais para lá”, adverte Ana Carolina, que explica as consequências dos metais pesados nos mamíferos. “Essa contaminação provoca imunossupressão e pode gerar problemas de infertilidade”.


Novas ações


Um projeto começa a ganhar corpo este mês de outubro e acabar com o fornecimento de filhotes do litoral potiguar e cearense para o litoral alagoano, aumentar a idade média da população de peixes-boi nessa área e com o risco de hibridismo em cativeiro. A Aquasis, com patrocínio da Petrobras e apoio do Sesc no Ceará, vai construir o novo Centro de Reabilitação, com seis tanques, para oferecer área de quarentena, reabilitação e desmame, além de uma área de transição para a devolução à natureza em Icapuí, no Ceará. Até nove filhotes poderão ser atendidos, simultaneamente. As instalações contarão com ambulatório, laboratório, cozinha para os animais. O CMA oferecerá a parceria técnica. Ao todo, o centro representa um investimento de R$ 2 milhões. O plano é a obra estar concluída em sete meses.

Novo centro de reabilitação de peixes-boi, no Ceará, poderá resolver vários problemas na conservação desse mamífero dócil e raro, no litoral brasileiro. Imagem: Acervo Aquasis


Além do centro, outros planos estão na pauta, conta a presidente da Aquasis, a bióloga Cristine Negrão. Junto com alguns parceiros, propõe a criação de uma área marinha protegida (AMP) no litoral leste do Ceará. A área protegeria os municípios de Icapuí, Aracati, Fortim e Beberibe, faria o ordenamento da pesca artesanal e do turismo. “São as duas principais atividades econômicas da região”, conta Cristine. “A área favoreceria a conservação da biodiversidade costeira, em especial o peixe-boi marinho, as aves migratórias e os berçários da vida marinha”.

Outro projeto visa beneficiar a vida selvagem no litoral extremo-oeste, no complexo estuarino do Rio Timonha Ubatuba. É uma região, com aproximadamente 10 mil hectares de bosque de mangue bem preservado, com rica população de animais. “O interessante nesta região, é que não há o registro de encalhes de filhotes recém-nascidos”, compara Cristine.


A ideia é criar nesta região o Refúgio de Vida Silvestre do Peixe-boi Marinho. Vários trabalhos comprovam a qualidade do ambiente. O
estudo com a proposição da unidade de conservação está completo e aguarda apenas uma decisão política, em defesa da vida.

Retirando do blog acidadeicapui.com.br
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MUTIRÃO DA CIDADANIA: RECONSTRUINDO ICAPUÍ

A Prefeitura Municipal de Icapuí realiza no próximo dia 17 de dezembro de 2011, o 1° Mutirão da Cidadania. O poder público municipal convoca, através desta atividade, todos os cidadãos para um dia inteiro de limpeza das praias, ruas e terrenos.
"O Mutirão da Cidadania acontecerá durante todo o dia, com a participação de garis, estudantes, professores, diretores de escolas, agentes de saúde e de endemias, igrejas, lideranças comunitários, comerciantes, empresas, servidores e funcionários da prefeitura.
A cidade será dividida em áreas. Cada comunidade terá uma equipe responsável pela limpeza na sua região, como o apoio da prefeitura. A população está sendo mobilizada a se engajar no Mutirão, sendo parceira do poder público na reconstrução de Icapuí." Esse tem sido o discurso da atual gestão.
O ato também tem um aspecto ambiental, pois mobilizar e cuidar da cidade é cuidar, também, do meio ambiente, da qualidade de vida, preservar as belezas naturais, paisagísticas e etc.
Participe!




Informações: Gabinete do Prefeito
Fone: (88) 3432-1200
e-mail: comunicapui@gmail.com
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ESCOLA MIZINHA REALIZA FEIRA DE CIÊNCIAS E FESTAL

Acontece entre os dias 12 e 16 de dezembro de 2011, a II FEIRA DE CIÊNCIAS, ARTE E CULTURA: "MEU AMBIENTE" E O FESTIVAL DE TALENTOS 2011, da Escola de Ensino Fundamental Professora Mizinha. A atividade é uma iniciativa do Núcleo Gestor, professores, funcionários e do Grêmio Estudantil. A abertura acontece justamente no dia de aniversário da escola, 12 de dezembro. No dia 13/12 durante todo o dia acontece exposições dos trabalhos e experiências desenvolvidos pelos alunos, a  noite acontece a abertura do Festival de Talentos (FESTAL 2011), os dias seguintes serão de atividades esportivas e recreativas, finalizando no dia 16/12. A programação pode conferir logo abaixo:



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SEMAM promove a 3ª Semana pelo Rio Jaguaribe

Abrimos espaço em nosso blog para noticiar os acontecimentos de nossos parceiros na região. Hoje o espaço é da SEMAM (Secretaria de Meio Ambiente) da Prefeitura Municipal de Fortim, parceiros da ARATU. Segue matéria enviada por Régia Lima - DEMAF.


       Fortim está situado no litoral leste do Estado é banhado pelos Rios Pirangi e Jaguaribe, este sendo o mais importante rio do Ceará considerado o mais seco do mundo e deságua justamente neste município, proporcionando um espetáculo da natureza, berçário de várias espécies marinhas e entrelaçado com o Oceano Atlântico (encontro do Rio com Mar) favorece práticas de esportes náuticos, além de ser potencialmente econômico, visto que os moradores sobrevivem do mesmo.
        O Jaguaribe nasce na Serra da Joaninha em Tauá-CE, e deságua no Oceano Atlântico, mais precisamente na cidade de Fortim-CE. Percorrendo uma extensão 633 km, rio brasileiro que banha o Estado do Ceará, significa em tupi-guarani “Rio das Onças”, (jaguar-y-pe). No seu leito foram construídos os dois grandes açudes cearenses: o Orós e o Castanhão. 


        Fazendo parte do Baixo Jaguaribe, Fortim não poderia deixar de comemorar o Dia do Rio, festejado Nacionalmente no dia 24 de novembro. A primeira iniciativa do Departamento Municipal de Meio Ambiente em 2009 foi comemorar esta data durante uma semana, a “Semana pelo Rio Jaguaribe” entre os dias 23 a 27 de novembro, desde então inserido no Calendário Municipal.


         Com ações de Educação Ambiental, palestras nas escolas Municipais e Estadual, coleta de resíduos sólidos na faixa ribeirinha, com uma programação diária em cada escola, envolvendo mais de mil pessoas. O encerramento aconteceu no dia 27 de novembro, com a exposição dos trabalhos Ambientais desenvolvidos pelos alunos e pelo jovens do Pró - Jovem durante, concluindo com a apresentação oficial do Departamento de Meio Ambiente de Fortim (DEMAF) pela Prefeita Adriana Pinheiro Barbosa que esteve presente nas atividades de mobilização ambiental e coleta de lixo.   
         

Em 2010, a proposta foi realizar uma Aula Prática, no dia 24 de novembro do referi ano (quarta-feira) sobre as especificidades do Rio Jaguaribe com os integrantes das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (COM –VIDAS), alunos do Curso de Multiplicadores Ambientais para comemorar a Semana pelo Rio Jaguaribe 2010 e secretários municipais.
             Este ano de 2011, sendo criada a Secretaria de Meio Ambiente, a mesma lançou a proposta de realização da 3ª Semana pelo Rio Jaguaribe, com o fortalecimento das COM-VIDAS e palestras sobre as questões ambientais nas escolas municipais situadas na zona ribeirinha: Edson Barbosa no Guajirú, José Alexandre no Jardim, e Arthur Lira em Viçosa, Maria Luiza na Sede e Comunitária da Barra, envolvendo centenas de alunos, estando presente o Sr. Christian Chianca, Secretário Municipal de Meio Ambiente. A programação aconteceu entre os dias 21 a 24 de novembro deste ano, de segunda a quinta-feira, encerrando no Dia do Rio (24) celebrado com um passeio de barco com representações das escolas e convidados. 


No dia 24 realizou-se um passeio de barco, sendo o encerramento da Semana pelo Rio Jaguaribe, promovendo ações de educação ambiental e conhecendo o ecossistema de manguezal e estuário do Rio Jaguaribe, guiados pelo professor Antônio Florêncio, geógrafo.
Este momento propiciou uma aula de campo para que os alunos conhecessem de fato o que está ao redor, a própria história, a realidade ambiental, o que degrada, quem degrada o meio ambiente e aprenderem como diminuir esses impactos gerados pela ação do homem e da natureza, fortalecendo a consciência ambiental de cada participante, além de ser um momento oportuno de lazer e encanto pelas belezas naturais que o município dispõem às margens do Rio Jaguaribe.
 

Régia Lima
DEMAF

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Quem somos!

Fundada em 28 de abril de 2005 por um grupo de jovens identificados com as questões ambientais, a Associação Aratu de Proteção aos Ecossistemas Costeiros - ARATU é uma entidade sem fins lucrativos sediada no município de Icapuí-CE. A primeira composição do grupo surgiu a partir do Curso de Caracterização e Recuperação de Áreas Degradadas do Ecossistema Manguezal que aconteceu em Icapuí-CE, no ano de 2003, em função da execução do Projeto Esse Mar é Meu.

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