COMEÇA HOJE O 2º ENCONTRO SESC POVOS DO MAR

Tem início hoje, 22 de agosto de 2012, o II ENCONTRO SESC POVOS DO MAR: SOCIALIZAÇÃO DAS PRÁTICAS E SABERES DAS COMUNIDADES LITORÂNEAS. O encontro acontece no SESC IPARANA, Caucaia-CE, tendo suas atividades finalizadas no dia 26 de agosto.
O encontro reunirá 86 comunidades do litoral cearense, representando 20 municípios. Icapuí-CE contará com uma delegação de 17 participantes das comunidades de Quitérias, Icapuí-Centro, Requenguela, Barrinha, Redonda e Ponta Grossa. A ARATU estará representada por 02 jovens que integrarão com os demais jovens a delegação de Icapuí.
Nas palavra da Regina Leitão, Diretora Regional do SESC, "O II Encontro SESC Povos do Mar congrega 86 comunidades representantes dos 20 municípios que desenham o litoral cearense, sendo a ação mais visível de uma vasta programação social desenvolvida através da Colônia Ecológica SESC Iparana nos últimos anos. Este processo educativo, em que comunidades tradicionais, por meio da socialização das suas vivências, dinâmicas e acúmulos, contribui para o aprimoramento de diálogos e conexões acerca da valorização cultural e comunitária de sujeitos e coletivos que povoam os 573 km da costa cearense. Associando iniciativas de salvaguarda e manejo dos recursos naturais, experiências em Turismo de Bases Comunitárias, práticas ancestrais de alimentação e de saúde popular, técnicas de ofícios e artesanatos, o encontro compõe um mosaico significativo do patrimônio material e imaterial da zona costeira cearense".
Oficinas, palestras, troca de saberes e experiências, exposições, vídeos entre outras atividades farão parte da vasta programação.


O Encontro é aberto à sociedade em geral para visitação dos espaços e das tendas temáticas.
Inscrições e Informações: (85) 3452.9082
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2º ENCONTRO SESC POVOS DO MAR

O Serviço Social do Comércio - SESC, realizou na última sexta-feira (29/06), reunião com grupos e ONGs para discutir a programação da segunda edição do Encontro Sesc Povos do Mar. A proposta do encontro promovida pelo SESC objetiva promover a visibilidade e valorização das comunidades tradicionais de pescadores, artesãos, quilombolas e etnias indígenas que povoam o litoral cearense. O encontro acontecerá entre os dias 22 e 26 de agosto de 2012, na Colônia Ecológica SESC Iparana, Caucaia-CE.
A reunião que aconteceu na Estação Ambiental Mangue Pequeno, na Praia de Requenguela, estiveram representando o SESC, Paulo Wescley e Wesley Rodrigues, e  contou com a presença do grupo de teatro Flor do Sol, a Aquasis, o grupo Mulheres de Corpo & Algas, a Fundação Brasil Cidadão, a Estação Ambiental Mangue Pequeno, Associação de Turismo de Ponta Grossa, Força Jovem Abrindo Fronteiras e Associação Aratu de Proteção aos Ecossistemas Costeiros.
Para o 2º Encontro SESC Povos do Mar estão sendo mobilizados 20 municípios do litoral cearense e 70 comunidades litorâneas, entre eles Icapuí que contará com 17 participantes, o SESC espera um público de 600 pessoas.
Tão longo o SESC divulgue a programação oficial estaremos informando através de nosso blog.




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MANIFESTO ACONTECEU NAS DUNAS DE GALOS - CENTENAS DE MORADORES ABRAÇARAM AS DUNAS

Chegou até nós da ARATU semana passada, notícias de uma mobilização bastante significativa a respeito das instalações de parques eólicos no nordeste brasileiro que nos faz refletir sobre que tipo de desenvolvimento e ambiente queremos e a que custo. O manifesto aconteceu no último dia 19 de abril, em Galinhos/Galos-RN.
Achamos que isso precisa ser divulgado e debatido, uma vez que vários parques eólicos já se instalaram no estado do Ceará, e muitos outros estão por vim, inclusive aqui em Icapuí. Caso bastante significativo, também é o que aconteceu nas dunas da comunidade do Cumbe, em Aracati-CE.
O respeito as comunidades e populações tradições deve está em primeiro lugar, a preservação ambiental também. Fica a reflexão. Segue abaixo o regristro fotográfico que chegou até nós.






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ZÉ MARIA DO TOMÉ: UM DEFENSOR DO MEIO AMBIENTE


No último dia 21 de abril completaram-se 02 anos do assassinato do José Maria Filho, líder comunitário, conhecido como Zé Maria do Tomé. O Zé Maria foi brutalmente assassinado com 25 tiros quando ia a caminho de sua casa, na Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte-CE.
O Movimento 21 realizou no sábado (21), juntamente com populares, organizações não-governamentais, pastorais sociais, universitários, uma caminhada partindo do local onde o Zé Maria foi assassinado em direção a Comunidade de Tomé, em Quixeré, finalizando com missa campal na Capela de Nossa Senhora de Fátima.
O Zé Maria era um defensor do meio ambiente e lutava pelo combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos utilizados pelo agronegócio no pólo agrícola da Chapada do Apodi, região concentradora de terra, do grande latifúndio.
A morte do Zé Maria chocou a todos e apesar da repercussão do caso, o mesmo continua impune.


Segue um poema em sua homenagem e conta sua história de luta. Retirado do site http://cspconlutas.org.br.

ZÉ MARIA DO TOMÉ
Um exemplo de luta por seu povo

Autor: Jorge Macêdo

 

Terras manchadas de sangue
Injustiças confirmadas
Indignação e luto
Levantes e barricadas
São capítulos do histórico
De vidas prejudicadas

Com tantas desigualdades
Atos torpes e tiranos
O poderio econômico
Contra os valores humanos
Dá pra ver que pouca coisa
Mudou ao longo dos anos

Os defensores do povo
São sempre desprotegidos
Ignorados por muitos
Facilmente perseguidos
Mesmo com todos impasses
Nunca se dão por vencidos

A fúria da violência
Oprime a dignidade
Muitas investigações
Não esclarecem a verdade
Daí os crimes se ocultam
Nas trevas da impunidade

Já são inúmeros casos
Impunes, Infelizmente
Não se conta quantos líderes
Foram mortos cruelmente
Por que defendiam o povo
A terra e o meio ambiente

Na chapada do Apodi
Numa ação premeditada
Zé Maria do Tomé
Foi morto numa emboscada
Crime horrendo que deixou
A região abalada

Complementando o relato
Do assunto em que prossigo
Tenho uma lista de exemplos
Confira agora comigo
Por que quem defende o povo
Vive em constante perigo

Lembra Antônio Conselheiro?
Religioso que quis
Ver os pobres sertanejos
Numa vida mais feliz
Deu-se o maior genocídio
Da história do país

Chico Mendes outro mártir
O maior dos seringueiros
Defendendo a Amazônia
Vida digna aos companheiros
Tornou-se inimigo e morto
Por ordem dos fazendeiros

Alagoa Grande sente
A falta de Margarida
Que tombou assassinada
Em frente a sua guarida
A gana dos usineiros
Veio ceifar sua vida

Padre Jósimo Tavares
Foi mais um dos brasileiros
Que já tombaram na mira
Das armas dos pistoleiros
Porque não era a favor
Da ganância dos grileiros

Irmã Dorothy no Pará
A Santa missionária
Parou a sua missão
Em uma ação sanguinária
Dos que não querem nem deixam
Fazer a reforma agrária

Ainda têm muitos outros
Que eu poderia falar
Mas deixo pra outra vez
Porque eu vou retornar
Ao caso de Zé Maria
Nosso líder popular

Foi José Maria Filho
Um exímio ser humano
Nascido a quatro de outubro
De sessenta e cinco o ano
Na pequena Quixeré

No Vale Jaguaribano
O povoado serrano
Berço natural de Zé
Pertence a dois municípios
O distrito de Tomé
Uma parte é Limoeiro
E a outra é Quixeré

Casou com dona Lucinda
Mulher de um espírito forte
Mas na tragédia sentiu
A dor de um profundo corte
Ainda hoje lamenta
Sua sina e sua morte

Zé era pai de família
Duas moças e um menino
Márcia que é a mais velha
Soluçou em desatino
Juliane, adolescente
E Gabriel bem pequenino

Com apenas cinco anos
Na orfandade se cria
O pequeno Gabriel
O xodó de Zé Maria
Ainda chora e pergunta
Pelo seu pai todo dia

Veio de família humilde
Neto e filho de operário
Ainda jovem tomou
O mais nobre itinerário
Pois além de agricultor
Foi líder comunitário

Zé passou a ser a voz
Dos conterrâneos sofridos
Nos movimentos de base
Nos protestos reunidos
Combatendo as injustiças
No grito dos excluídos

Enfrentando sacrifício
Rompendo dificuldade
Zé queria o bem comum
Para coletividade
Das setecentas famílias
Da sua comunidade

Era também presidente
De uma associação
Naquela comunidade
Estava sempre em ação
Reivindicando melhoras
Para toda a região

Lutava sempre a favor
Dos sem-terra desgarrados
Trabalhadores rurais
Pobres desapropriados
São pessoas que não têm
Seus direitos respeitados

Pedia escola, saúde
Assistência e moradia
E das casinhas de taipa
O nosso líder queria
A substituição
Por casas de alvenaria

Era o guardião do povo
Do Tomé e região
Os problemas se agravaram
Depois da irrigação
Mas Zé Maria lutava
Em busca de solução

Passou a denunciar
O uso indiscriminado
De diversos agrotóxicos
Num projeto mal falado
Que estava deixando em muito
O povo prejudicado

Pois as substâncias químicas
Sendo assim não fazem bem
Porque envenena o solo
E o sub-solo também
Se continuar assim
Não vai escapar ninguém

Pulverização aérea
Este é o grande mal
Pois o alvo não é só
Os insetos do local
Por que se espalha no vento
E atinge o povo em geral

Zé Maria combatia
O uso de inseticida
A vida a cima do lucro
É a norma preferida
Mas as empresas preferem
O lucro acima da vida

Houve um projeto de lei
Contra a pulverização
Mas quem detém o poder
Domina até sem razão
Da lei que estava aprovada
Fizeram a revogação

A lei era de autoria
Do edil Eraldo Holanda
Mas num confronto de força
A maioria comanda
Atendendo aos interesses
Da outra parte que manda

Assim a população
Continua condenada
A se banhar com veneno
Que despejam na chapada
Em vez de água potável
Beber água envenenada

Em estudos levantados
Pela Universidade
Federal do Ceará
Dizem ter em quantidade
Substância venenosa
Nociva à comunidade

Depois de várias pesquisas
No campo e nas residências
A médica Raquel Rigotto
Constatou as evidências
Da água contaminada
E as graves consequências

Então está comprovado
Zé Maria estava certo
Protestava porque era
Mais audaz e mais esperto
E sentia as ameaças
Desse perigo de perto

Foi mais uma das bandeiras
Que Zé Maria empunhou
Austero, mas coerente
O tempo todo lutou
Lhe custou a própria vida
Mas seu exemplo ficou

Era vinte e um de abril
Do ano dois mil e dez
Aparece o seu carrasco
Com o pior dos papéis
Eliminar sua vida
Com as formas mais cruéis

Duas e meia da tarde
Horário em que Zé Maria
Voltava de Limoeiro
Na moto que possuía
Agonizou baleado
Na margem da rodovia

Sofreu vinte e cinco tiros
O defensor da chapada
Foi erguido um monumento
Na beira daquela estrada
Um marco memorativo
No local da emboscada

O luto cobre a família
Seus amigos e parentes
A morte de Zé Maria
Provocou lágrimas pungentes
Coincidiu com a data
Da morte de Tiradentes

Foi mais um assassinato
Extremamente brutal
Que repercutiu até
Na mídia internacional
Além do amplo destaque
Em toda imprensa local

Até hoje ninguém disse
De onde foi que partiu
Esse desfecho macabro
Que o nosso herói sucumbiu
Impera a lei do silêncio
Ninguém sabe, ninguém viu

Aos quarenta e quatro anos
Quase que precocemente
Zé Maria deu a vida
Pela vida de uma gente
Que só exige o direito
De viver condignamente

Vamos usar o bom senso
Pra ver se o mal se afasta
Vamos dar fim esta guerra
Que há tanto tempo se arrasta
De perseguição já chega
De violência já basta

Ambientalista nato
Amigo da ecologia
Seus ideais estão vivos
Descanse em paz Zé Maria
Não vamos arrefecer
Os seus sonhos hão de ser
Realizados um dia



 

Autor: Jorge Macêdo
Tabuleiro do Norte – Ceará
20/04/2011
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DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Divulgação

A data foi definida pela Organização das Nações Unidas em 1992, segundo recomendações da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. O objetivo do dia é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver o problema de água potável (própria para o consumo no planeta – cerca de 2,7%).

Apesar de saber, desta porcentagem, grande parte das fontes de água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, quase que diariamente, por governantes e ações do homem, sendo usada de uma maneira pouco sustentável.

Em 10 de dezembro de 2002, o senado brasileiro aprovou o dia nacional da água através do projeto de lei do deputado Sérgio Novais (PSB-CE). O texto destaca que esse deverá “oferecer à sociedade brasileira a oportunidade e o estímulo para o debate dos problemas e a busca de soluções relacionadas ao uso e à conservação dos recursos hídricos.”
 
Saiba mais sobre a água

A água é essencial para os humanos e para as demais formas de vida. O líquido age como regulador de temperatura, diluidor de sólidos e transportador de nutrientes e resíduos por entre os vários órgãos. No corpo humano a água é o principal constituinte (entre 70% a 75%) e sua quantidade depende de vários fatores estabelecidos durante a vida do indivíduo.

A superfície do planeta é dominada em 75% pelas águas. Os 25% restantes são terras emersas. No entanto, quem pensa que tanta água está disponível para o consumo humano está enganado, pois somente 2,7% de água é doce e grande parte está congelada ou embaixo da superfície do solo.

A água de fácil acesso - em rios, lagos e represas - representa muito pouco do total de água doce disponível.

Mas água doce também não significa água potável. Para isso a água precisa ser de boa qualidade, estar livre de contaminação e de qualquer substância tóxica. Acredita-se que menos de 1% de toda a água doce do planeta esteja em condições potáveis.

 http://www.jornalnanet.com.br

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  DIA MUNDIAL DA ÁGUA (22 de março)
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Sem água, não há mangue, sem manguezal não há alimento.
Manguezal é floresta,  ecossistema e importante zona húmida, depende da água para a sua sobrevivência. Nos países tropicais, milhares de pessoas vivem do ecossistema manguezal. Sem água a vida não é possível. Sem água as comunidades que vivem  do manguezal estariam em risco. A cada dia milhares de famílias coletam uma grande variedade de alimentos (caranguejos, camarões, otras, peixes, etc.) deste ecossistema, que se configura como uma importante fonte de subsistência. As comunidades tradicionais da América Latina estão trabalhando pela resistência e defesa deste ecossistema marinho costeiro e proteção das zonas húmidas e outras fontes da água. Entretanto, atividades como mega-projetos hidrelétricos, represas, desvio e uso indevido de água para irrigar monoculturas, poluição, derramamentos  das indústrias de petróleo são algumas das ameaças à fontes de água e do ecossistema manguezal.
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CERTIFICADOS DO CURSO AGENTES AMBIENTAIS ESTÃO PRONTOS

Os certificados do Curso Agentes Ambientais realizado pela Universidade Aberta do Nordeste, da Fundação Demócrito Rocha (FDR), já estão prontos. O curso aconteceu no período de junho a outubro de 2011, na modalidade de Educação a Distância (EaD), totalizando uma carga horária de 120h/a a nível de extenção.
Do município de Icapuí 46 pessoas concluíram o curso. Os participantes podem procurar a partir de hoje, terça-feira (07/02/2012), CARLOS ALBERTO PEREIRA DA SILVA, na Secretaria de Desenvolvimento e Meio Ambiente - SEDEMA, localizada na rua Floriano Monteiro, s/nº, Centro, próximo a Pousada Icapuí, no horário das 07 às 13h, para receberem o certificado.
O certificado só será entregue ao próprio participante do curso. O certificado só será entregue a terceiros somente se o mesmo apresentar documento de identificação do participante.

Maiores informações:
Carlos Alberto Pereira da Silva
Coord. Municipal
(88) 9218-9996
(88) 9648-1315
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INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSO DE AGENTES AMBIENTAIS

Estão abertas as inscrições para quem deseja participar do CURSO DE AGENTES AMBIENTAIS pela HDG Serviços Ambiental - Petrobrás que será realizado no Auditório da Secretaria da Educação, que tem a finalidade de formar multiplicadores de agentes de limpeza do litoral no caso de ocorrência de acidentes ambientais envolvendo derramamento de óleo no mar deste estado.

As inscrições estão acontecendo na Secretaria de Turismo e Esporte, de 8h às 12h, no período de 25 de janeiro a 01 de fevereiro de 2012.

Lembrando que fazer sua inscrição será necessário levar 2 garrafas pet de 2 litros.



FONTE: www.acidadeicapui.com.br
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CÚPULA Rio+20: CONTROLE DA BIODIVERSIDADE E DOS RECURSOS NATURAIS EM JOGO

Por Marcelo Durão
Da Coordenação Nacional do MST


A Cúpula Rio+20, que será realizada entre 4 e 6 de junho de 2012, no Rio de Janeiro, reunirá em um megaevento chefes de Estado e empresários de todo o mundo para construir “alternativas” para os problemas climáticos que a humanidade vem sofrendo por conta do modelo de desenvolvimento capitalista.
Essa cúpula surgiu a partir de uma proposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), em 2007, com a finalidade de rediscutir os acordos internacionais para o meio ambiente 20 anos depois da Eco 92. Convocada oficialmente dois anos mais tarde, a conferência já se encontra em fase de preparação.
Como proposta inicial de pauta, a conferência deve avaliar os resultados dos acordos internacionais firmados na área de desenvolvimento sustentável. A discussão considerada mais importante é a avaliação da implementação dos acordos, relacionados ao histórico das conferências que foram construídas a partir da Eco 92. Hoje, se avalia que os acordos multilaterais construídos nessas conferências não foram assumidos.
A Rio+20 discutirá também a chamada Economia Verde, considerada um dos vetores principais para alcançar o desenvolvimento sustentável e o alívio da pobreza. O terceiro ponto é a “governança global” para o meio ambiente, ligada à regulação do funcionamento dos agentes da Economia Verde. Ou seja, funcionaria como agência reguladora para a divisão dos recursos naturais remanescentes.
A Economia Verde é um termo ainda sem uma conceituação muito clara, que coloca como mercadoria diversos recursos naturais. Por exemplo, a floresta nativa, a dinâmica da abelha na polinização e na realização do mel, que se transformam em “serviços ambientais” valorizados no mercado. Dessa forma, se mercantiliza os bens comuns, transformados em produtos nas bolsas de valores.


Histórico
A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco 92, no Rio de Janeiro, reuniu representantes de quase todos os países do mundo para tomar medidas para a diminuição da degradação ambiental e garantir a existência de outras gerações. A intenção desse encontro era introduzir a ideia do desenvolvimento sustentável, um modelo de crescimento econômico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico.
A Eco 92 legitimou esse conceito, que abriu possibilidades para empresas e países continuarem suas ações predatórias. Neste momento, acontece o aprofundamento dessa visão com o conceito de Economia Verde (ou Capitalismo Verde), incluindo mais claramente o mercado como parte do “novo momento” do desenvolvimento sustentável.
Os debates realizados na ONU expressam que o modelo de acordos com compromissos firmados politicamente em nível mundial entre os países não são eficazes para gerar os avanços. O que vem sendo trabalhado, não só como conteúdo, mas também como processo das conferências (como em Copenhague e Cancún), é que cada país faz o que pode, desde que não prejudique a  sua economia. Como os acordos e compromissos assumidos nessas conferências não são cumpridos, são criadas metas voluntárias e novos acordos com outra filosofia (a do mercado), em vez de compromissos e  responsabilidades de forma coletiva e global. Com isso, fica de lado a responsabilidade por um desenvolvimento econômico com padrões de sustentabilidade mais rígidos.
Paralelamente ao encontro oficial, está sendo construído um grande espaço de reflexão e ação a partir da realidade dos povos, que deve ser um marco na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental. Esse espaço se soma ao processo que construímos desde a Eco 92, contribuindo para acumular forças na resistência, mobilizar contra as falsas soluções para a questão ambiental e apresentar novos paradigmas baseados na defesa da vida e dos bens comuns.
Contra a presença de empresas e Estados com o discurso da Economia Verde, queremos denunciar esse modelo de desenvolvimento que promove mudanças climáticas e injustiça ambiental, ampliando as desigualdades sociais. O que está em jogo é o controle dos territórios e da nossa biodiversidade. Tudo pode acabar se tornando mercadoria. Temos que nos organizar e fazer um amplo processo de formação para pressionar pela construção de acordos que realmente sejam colocados em prática pelos Estados.
O principal é colocarmos em evidencia as verdadeiras soluções e mostrar as realizações concretas que já estão em andamento. Dessa forma, poderemos repetir o que aconteceu na reunião sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (CDB), em Curitiba, em 2006, quando conseguimos que fosse aprovada uma moratória global contra a experimentação e o uso da tecnologia Terminator, com o povo do campo e da cidade, de forma massiva.




FONTE: www.mst.org.br
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Quem somos!

Fundada em 28 de abril de 2005 por um grupo de jovens identificados com as questões ambientais, a Associação Aratu de Proteção aos Ecossistemas Costeiros - ARATU é uma entidade sem fins lucrativos sediada no município de Icapuí-CE. A primeira composição do grupo surgiu a partir do Curso de Caracterização e Recuperação de Áreas Degradadas do Ecossistema Manguezal que aconteceu em Icapuí-CE, no ano de 2003, em função da execução do Projeto Esse Mar é Meu.

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